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O CULTO A JUREMA SAGRADA

O culto a Jurema sagrada é uma tradição religiosa que aparece principalmente nas regiões norte e nordeste, de origem indígena dos tupinambás e tapuias, ganhou  elementos de doutrinas e ritos africanos e europeus,  numa mistura sincrética que caracteriza as manifestações dos credos brasileiros, onde os saberes e fazeres populares são usados para solucionar questões do cotidiano da população, através do uso  da água fluidificada, da fumaça do cachimbo, das folhas,  sementes, cascas, entre cascas, orações e passes, onde os participantes encontram caminhos para seguir a lida.

As acácias nativas do nordeste brasileiro  recebem o nome popular de Jurema, arvore central do seu culto, que guarda os segredos, é também a base para a fabricação das beberagens e dos fumos. Todas as partes dessa árvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, unguentos, bebidas e para outros fins ritualísticos, elas sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos de todo o mundo, os Egípcios e Hebreus veneravam a (Acacia nilótica), os Hindus a (Acacia suma), os Árabes a (Acacia arábica), os Incas (Acacia cebil)  e os índios do nordeste brasileiro (Acacia jurema).  

Os encantados  da jurema sagrada de Alagoas e Pernambuco são caboclos, pretos velhos, boiadeiros, marujos, ciganos,  mestres e mestras, sofrendo variações em outras regiões do Brasil.

As celebrações acontecem em dias definidos com o ambiente preparado especificamente para este culto, as vezes com roda, cânticos e toques outras em mesa com palmas passes e cânticos, sempre com o objetivo de invocar os encantados para celebrar e aconselhar  a quem busca seus saberes.

O processo iniciatório e chamado de tombamento e os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de Juremeiros.