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AÇÕES RELIGIOSAS

O Brasil, país da diversidade, que contou com a participação de três grandes matrizes étnicas: A Indígena, a europeia e a africana para a formação de nossa identidade. Entre os muitos saberes e fazeres dos povos africanos destacamos as tradições afro brasileira que se reconfigura para resistir a todas as formas de perseguição e preconceitos.

 

A imposição constituída por leis retrógradas ou perseguições gratuitas de pessoas ou instituições levaram as comunidades tradicionais de matriz africana a buscarem estratégias de manutenção e resistência. Entre as diversas perseguições destacamos em Alagoas, o Quebra de Xangô em 1912, que destruiu casas e artefatos levando muitas das lideranças a humilhação, fuga e a morte, provocando a diáspora afro alagoana e o chamado Xangô rezado baixo.

 

Cada vez mais, a tradição afro brasileira se destaca em suas diversas formas de fazer, acolher e manter seus saberes tradicionais, adaptando-se aos mais variados espaços e territórios. O desenvolvimento de estratégias levou a visibilidade e a construção de metodologias baseadas na ação circular, constituindo diversas redes de resistência que vem ganhando força com a regulamentação dos marcos civilizatórios constituídos com a participação popular e com o processo formativo que tem levado a esta parte da população brasileira a constituir um discurso qualificado.

 

Partindo do pressuposto da participação popular nas tomadas de decisões, o Núcleo inicia sua atuação em 1984, contribuindo efetivamente nas conferências, conselhos e em redes locais e nacionais.

 

São diversas ações de visibilidade e organização política iniciadas, o Encontro de Griots em 1987, reconhecimento dos saberes dos mestres das comunidades tradicionais de Maceió; no mesmo ano, O Rum, Rumpí e Lé o som da ancestralidade, encontro de Ogãns das comunidades tradicionais; Lavagem do Bomfim de Maceió, Águas de Oxalá, hoje na sua XVI edição; Cortejo afro “Xangô rezado alto” contra o Quebra de 1912  nos anos de 2006, 2007,208,2011, 2012, 2013 e 2014, 2015 e 2016; Entrega do Prêmio “Oju Jagum “a lideranças que atuam no combate a intolerância religiosa nos anos de 2010, 2011 e 2013; Organização dos festejos dedicados a Iemanjá na praia da Pajuçara de 2004 a 2016; participação no Comitê Gestor do Parque Zumbi dos Palmares em  2008 e 2009; realização de plantio de árvores sagradas na orla de Maceió no dia dedicado a Iemanjá 2009, participante da Rede Nacional de Religiões Afro Brasileira e Saúde; vencedor do Prêmio Patrimônio Imaterial – IPHAN 2015; vencedor do Prêmio Cultura Afro para as comunidades tradicionais 2015.

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