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OS ORIXÁS
Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós.
EXÚ

Orixá da comunicação, da paciência, da ordem e da disciplina. É o guardião das aldeias,  das cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èșù, em iorubá, significa 'esfera', e, na verdade, Exu é o orixá do movimento. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun (o mundo espiritual) e o Aiye (o mundo material) seja plenamente realizada.

 

Na África na época da colonização europeia, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e à forma como é representado no culto africano. Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um equívoco, de acordo com a construção teológica iorubá, muito menos é considerado uma personificação do mal.


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Na mitologia yoruba, assim como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.Como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano, que é, de um modo geral, mutante em suas ações e atitudes.

 

Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú. A palavra elegbara significa "aquele que é possuidor do poder" (agbará) e está ligada à figura de Exu.

 

Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é denominado Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei. Exu praticamente não possui ewós (ou quizilas) e aceita quase tudo o que lhe oferecem.

 

Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).

 

Os yorubas cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra usados de forma bem precisa em seus trabalhos.

 

Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: "Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame".

 

E assim é Exu, o orixá que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro. Sua cor é a mistura de todas, primarias, secundarias e teciarias se misturam no seu colar, segunda feira é seu dia,seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são a mistura de todas as primarias, secundarias e teciarias. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.

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OGUM

O Orixá ferreiro, Senhor do ferro, da guerra, da agricultura e da tecnologia. O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. Na África, seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé, identificado no jogo do merindilogun.

 

Ogum é considerado o principal orixá a descer do Orun (o céu) para o Aiye (a Terra) . Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra". Ogum foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental. Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.

É filho de Oduduwa e Yemanjá. Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé, onde tornou-se regente. Ogum é um orixá importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último Igbá imolé,  orixá da direita.

 

Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

 

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê".

 

O arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas, perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente, que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos.   pessoas impetuosas e arrogantes, , mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas, sua cor é o azul marinho.

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OXOSSI

O Orixá da caça, florestas, dos animais, da fartura, do sustento. Está nas refeições, pois é quem provê o alimento. É a ligeireza, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para capturar a caça. É um orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. É o caçador de axé, aquele que busca as coisas boas para um ilé, aquele que caça as boas influências e as energias positivas.

 

Na África, Oxóssi era considerado o guardião dos caçadores, pois cabia a eles trazer o sustento para a tribo.   Seu nome vem do termo iorubá oṣóòsi ou òsò wúsí, que significa "o guardião é popular", "caçador ou guardião popular", "feiticeiro da esquerda" ou "feiticeiro", pois Oxóssi é um grande e apto feiticeiro, tendo aprendido a lidar com as magias das folhas, dos animais e da natureza após ter descoberto os segredos das Iyámi - Òsóòróngá e após ter matado um dos pássaros das Eleyés e ter livrado o povo de Ketu do feitiço, razão pela qual se tornou o rei e soberano de Ketu, hoje o culto de Oxóssi foi praticamente extinto nesta região, uma vez que a maioria de seus sacerdotes foi escravizados, tendo sido enviados à força para o Novo Mundo ou mortos.

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares. Também é chamado de Odé, que vem do termo iorubá odẹ, que significa "caçador", um adjetivo, devido ao fato de Oxóssi ser o guardião dos caçadores que caçam para obter seu sustento e o de sua família. Seu dia é a quinta feira, sua cor é o azul claro,  Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores com o uso ainda de penas e sementes, Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça.

 

Caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxóssi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".

 

Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Oxóssi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. Oxóssi é a divindade da cultura, passando para seus filhos grandes talentos artísticos.

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OSSAIN

Osanyin, Ossaniyn, Ossain,  orixá das folhas sagradas, ervas medicinais e litúrgicas, sua importância é primordial, nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua interferência. É o detentor do axé (força, poder, vitalidade), de que nem mesmo os Orixás podem privar-se. Esse axé encontra-se em folhas e ervas específicas. O nome dessas folhas e o seu emprego é a parte mais secreta do ritual do culto dos orixás.

 

Osanyin é o companheiro constante de Ifá. É representado por uma sineta de ferro forjado, terminada por uma haste pontuda enfiada em uma grande semente. A haste é fincada no chão, ao lado do osun (o asen dos fon) do babalawo. Por sua presença, Osanyin traz a influência das folhas para as operações da adivinhação

O símbolo de Osanyin é uma haste de ferro de cuja extremidade superior partem sete pontas dirigidas para o alto. A do centro é encimada pela imagem de um pássaro, chamada de Opere ou Avivi,  suas cores Cores: Verde, branco, e todas as variações de verde dependendo da nação, os Fio-de-contas verde, branco, verde rajado de branco ou branco rajado de verde.

 

Contam os itans que Osanyin recebera de Olodumare o segredo das folhas. Ossanyin sabia que algumas delas traziam a calma ou o vigor. Outras, a sorte, a glória, as honras ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes. Os outros orixás não tinham poder sobre nenhuma planta. Eles dependiam de Ossanyin para manter sua saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.

 

Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e impetuoso, irritado por esta desvantagem, usou de um ardil para tentar usurpar Osanyin a propriedade das folhas. Falou dos planos à sua esposa Iansã, explicou-lhe que, em certos dias, Osanyin pendurava, num galho de Iroko, uma cabaça contendo suas folhas mais poderosas. Desencadeie uma tempestade bem forte num desses dias, disse-lhe Xangô. Iansã aceitou a missão com muito gosto.

 

O vento soprou a grandes rajadas, levando o telhado das casas, arrancando árvores, quebrando tudo por onde passava e, o fim desejado, soltando a cabaça do galho onde estava pendurada. A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram. Os orixás se apoderaram de todas. Cada um tornou-se dono de algumas delas, mas Osanyin permaneceu "Senhor do segredo" de suas virtudes e das palavras que devem ser pronunciadas para provocar sua ação. E assim, continuou a reinar sobre as plantas como senhor absoluto, graças ao poder (axé) que possui sobre elas.

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OBALUAIÊ

É um termo iorubá que significa "Rei e senhor da terra": Oba (rei) + Aiye (terra). Também é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura).ou Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; rei, dono, senhor da vida na terra; Omolu; Omo-ilu; rei, dono, senhor da vida.

Segundo  a mitologia Iorubá, Obaluaiê é filho de Nanã e Oxalá, tendo nascido cheios de misterios e segredos,  é cultuado como o orixá  da transformação e da  trasmultação, capaz de fazer o germinar de uma semente e de transformar uma planta em pó, sua dança, o opanijé, é realizada  curvada para frente, em simbologia do respeito aos antepassados, ela é marcada por batidas do rum que fazer o corpo vibrar na terra, tem como emblema, o xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação com a terra.

 

Na Nigéria, os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios), sua vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa, elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e 'o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes: o "filá" e o "azé". A primeira parte, a de cima, que cobre a cabeça, é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura. O azé, seu asó-ìko (roupa de palha), é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos. Em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia, vai um xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulu", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta, acompanham algumas cabaças penduradas, onde  carrega seus remédios e segredos. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte.

 

A festa anual é o Olubajé (Comida do Rei Senhor). São feitas e distribuídas no mínimo nove iguarias da culinária afro brasileira (comida ritual), seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem aos convidados e assistentes, em folhas de mamona ilará ou bananeira (aguede), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde.

 

Sua origem, forma, nome e culto na África e é bastante variado, de acordo com a essa variação de nomes e de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs na cidade de Savalu, Benin. Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos.

Itan da divindade

 

Ao ver o filho feio e malformado, coberto de varíola, Nanã o abandonou à beira do mar, para que a maré-cheia o levasse. Iemanjá o encontrou quase morto e muito mordido por caranguejos, e, tendo ficado com muita pena, cuidou dele até que ficasse curado. No entanto, Obaluaiê ficou marcado por cicatrizes em todo o corpo, tão feias que o obrigavam a cobrir-se inteiramente com palhas. Não se via de Obaluaiê senão suas pernas e braços, onde não fora tão atingido. Aprendeu com Iemanjá e Oxalá como curar graves doenças. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, sempre sério e até mal-humorado.

 

Um dia, caminhando pelo mundo, sentiu fome e pediu às pessoas de uma aldeia por onde passava que lhe dessem comida e água. Mas as pessoas, assustadas com o homem coberto desde a cabeça até os pés com palhas, expulsaram-no da aldeia e não lhe deram nada. Obaluaiê, triste e angustiado, saiu do povoado e continuou caminhando pelos arredores, observando as pessoas. Durante este tempo, os dias esquentaram, o sol queimou as plantações, as mulheres ficaram estéreis, as crianças cheias de varíola e os homens doentes. Acreditando que o desconhecido coberto de palha amaldiçoara o lugar, imploraram seu perdão e pediram que ele novamente pisasse na terra seca.

 

Ainda com fome e sede, Obaluaiê atendeu ao pedido dos moradores do lugar e novamente entrou na aldeia, fazendo com que todo o mal acabasse. Então homens os alimentaram e lhe deram de beber, rendendo-lhe muitas homenagens. Foi quando Obaluaiê disse que jamais negassem alimento e água a quem quer que fosse, tivesse a aparência que tivesse. E seguiu seu caminho.

 

Chegando à sua terra, encontrou uma imensa festa dos orixás. Como não se sentia bem entrando numa festa coberto de palhas, ficou observando pelas frestas da casa. Neste momento, Iansã, a deusa dos ventos, o viu nesta situação e, com seus ventos levantou as palhas, deixando que todos vissem um belo homem, já sem nenhuma marca, forte, cheio de energia e virilidade. E dançou com ele pela noite adentro. A partir deste dia, Obaluaiê e Iansã se uniram contra o poder da morte, das doenças e dos espíritos dos mortos, evitando que desgraças aconteçam entre os homens.

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NANÃ

É cultuada no candomblé jeje como um vodun, orixá da chuva, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada e  lama, é considerada a mãe dos orixás Obaluaiyê, Iroko, Osanyin, Oxumarê e Yewá,  responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne)."Anamburucu"é um termo procedente da língua iorubá. Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá e a mais vaidosa, dona do  ibiri, mastro sacerdotal confeccionado com talos de dendezeiro, buzios e misangas,  que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, É considerada o orixá mais antigo do mundo. Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. Nanã desconhece o ferro por se tratar de um orixá da pré-história, anterior à idade do ferro, em sue culto os metais são dispensados         O termo "nanan" significa "raiz", aquela que se encontra no centro da terra, tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que, em algumas tribos, quando seu nome era pronunciado, todos se jogavam ao chão em respeito a iyábá.

Segundo alguns pesquisadores é um vodun, , originário de Dassa-Zoumé, é uma velha divindade das águas. No templo Dassa-Zoumé encontra-se  sacerdotes do seu culto, vasta é  área que abrange seu culto, estender-se de leste, além do rio Níger, até a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos Ashanti, entre os fon e mahi, ela é considerada uma divindade hermafrodita, anterior a Mawu e Lissá, aos quais teria dado origem em associação com a "serpente do Universo" Dan Aido Hwedo. Para os ewes e minas, ela é, às vezes, vista como um vodun masculino (Nana Densu), esposo da grande mãe das águas Mami Wata,

 

O baobá (Adansonia digitata L., em iorubá ossê e, em Fon, akpassatin) é a árvore consagrada a este orixás.

 

Qualidades de Nanã , Igbayin, Buruku, Igbónán, Asayio, Asanan, Inxele, Tinoloko, Ajaosi, Ìkure.

 

 

Características psicológicas dos filhos

 

São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos, quando, então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas conseqüências, tornando-se teimosos. Quando mãe, são apegadas aos filhos e muito protetoras, ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muita brincadeira. Os filhos deste orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.

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IROKO

É tido como orixá que possui poucos filhos, raramente se vê Iroco manifestado, para alguns, possui fortes ligações com os orixás chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê e Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Iroko também guarda estreita ligação com as ajés, as senhoras do pássaro. Seja num caso ou noutro, o culto a Iroco é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.

 

No Brasil, Iroco habita principalmente a gameleira (Ficus insipida). Na África, sua morada é a árvore iroko (Milicia excelsa), que não existia no Brasil. Atualmente, foi constatada a existência de seis exemplares dessa espécie no Brasil.Para o povo iorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás.

 

Para os iorubás, a árvore Iroko é a morada de espíritos infantis conhecidos ritualmente como abiku e tais espíritos são liderados por Oluwere. Quando as crianças se veem perseguidas por sonhos ou qualquer tipo de assombração, é normal que se façam oferendas a Oluwere aos pés de Iroko, para afastar o perigo de que os espíritos abiku levem embora as crianças da aldeia. Durante sete dias e sete noites, o ritual é repetido, até que o perigo de mortes infantis seja afastado.

 

O culto a Iroco é um dos mais populares na terra iorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroco, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.

 

Iroco está ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo pois é árvore que pode viver por mais de 200 anos.

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OXUMARÊ / BESSEN

É a cobra-arco-íris. Em nagô, é a mobilidade, a atividade. Uma de suas funções é a de dirigir as forças que dirigem o movimento. Ele é o senhor de tudo que é alongado. O cordão umbilical que está sob o seu controle, é enterrado, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore.

 

Ele representa a riqueza e a fortuna, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos iorubás. Em alguns pontos, se confunde com o vodun Dan da região dos Mahi. É o símbolo da continuidade e da permanência. Algumas vezes, é representado por uma serpente que morde a própria cauda. Oxumarê é um orixá completamente masculino, porém algumas pessoas acreditam que ele seja macho e fêmea.

De múltiplas funções, diz-se que é um servidor de Xangô, que seria encarregado de levar as águas da chuva de volta para as nuvens através do arco-íris.Seus filhos usam colares de búzios entrelaçados formando as escamas de uma serpente que têm o nome de brajá. Usam, também, o lagdigbá,  terça-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Quando dançam, levam, nas mãos, pequenas serpentes de metal e apontam o dedo indicador para o céu e para a terra num movimento alternado.

 

Contam os itans que o Babalawo Oxumarê vivia explorado por Olofin-Odudua, o rei de Ifé, seu principal cliente". Oxumarê consultava-lhe a sorte de quatro em quatro dias.

Na nação jeje, sua cor é o amarelo e preto de miçangas rajadas. Já no candomblé queto, suas cores são o verde e amarelo intercaladas. Porém essas cores definem apenas o fio de contas, pois todas as cores do arco-íris lhe pertencem.

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OXUM

Osun, Oshun ou Oxum, na religião ioruba, é um orixá que reina sobre a água doce dos rios, cachoeira,o amor a beleza, a riqueza, senhora da gestação, é dona do ouro e da nação ijexá. Tem o título de Ìyálòdè  entre os orixás, na mitologia iorubá, é filha de Iemanjá e Oxalá e seu nome deriva do Rio Osun, que corre na Iorubalândia, região nigeriana de ijexá e Ijebu.

É tida como um único orixá que recebe o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, são dezesseis e o nome se relaciona a cada ponto, umas a profundidade são elas as mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Exemplo: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, seu  Festival é realizado anualmente na cidade de Osogbo, na Nigéria. O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontramos seu Templo na Africa.

 

 

 

 

 

Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão, extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, Calmos, sensíveis carinhosos, os aromas os atraem. Dão muito valor a opinião publica, são inteligentes, dedicados e dengosos, principalmente as mulheres. Oxum é do tipo daqueles que agem com estratégia, jamais esquecem suas finalidades, atrás de sua imagem doce se esconde uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.

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ERÊ / IBEJÍ

A palavra Erê vem do iorubá iré, que significa "brincadeira, divertimento". Daí a expressão sirê, que significa "fazer brincadeiras". O Erê (não confundir com "criança", que, em iorubá, é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá: ou seja é o intermediário entre o iniciado e o orixá, durante o ritual de iniciação. O Erê é de suma importância, pois muitas vezes, trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O comportamento do iniciado em estado de Erê é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iaô, segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas.  Seu símbolo são 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, 2 brinquedos, tendo as plantas, jasmim, alecrim e rosa com adoração e o dia de domingo e a segunda-feira para seus devotos, o colorido das cores o  representa e o fogo e o ar são seus elementos, odeiam a morte e o assobio.

Ìbejì ou Ìgbejì é a divindade gêmea da vida, principio da dualidade,  já que as crianças representam a certeza da continuidade e seus pais os tem  como maior riqueza, protetor dos gêmeos na mitologia iorubá, dá-se o nome de Taiwo ao primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último, os Yorùbás acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho. Na nação angola são chamados de Vunji ou Nvunji.

Cada gêmeo é representado por uma imagem, É a divindade da brincadeira, da alegria, sua regência está ligada à infância. Os iorubás colocam alimentos sobre suas imagens para invocar benevolência, sua determinação é tomar conta dos bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega.

 

São ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas.

Na África, o Igbeji é indispensável em todos os cultos, pois tudo tem dois lados e  que para que a justiça seja feita é preciso pesar as duas medididas e ouvir os dois lados. Ele merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia a dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. Os gêmeos Ibeji entre os iorubas, hoho e Fon são objeto de culto. Não são nem orixá nem vodum, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai em parte na criança que vem ao mundo depois deles.

 

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual, compartilhando com muita equidade entre os dois tudo o que lhes for oferecido. Quando um deles morre com pouca idade o costume exige que uma estatueta representando o defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe.

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequente, podendo apresentar variações de temperamento, nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado.

 

Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos) que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas que  foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nas grandes oferendas dedicadas à deusa, também as recebem.

 

A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando  os terreiros realizam distribuição de balas, doces, alimento e frutas para as crianças e frequentadores dos terreiros.

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EWÁ

Ewá, é irmã gêmea de oxumarê, que tem domínios parecidos com o dele. Enrola-se em volta da terra para impedi-la de se desagregar. Rege o princípio da multiplicidade da vida, transcurso de múltiplos e variados destinos.

 

Ewa/yewá é o orixá da beleza,cultuado no rio Yewa que fica na antiga tribo Egbado (atual cidade de Yewa) no estado de Ogun na Nigéria, geralmente cultuada junto a seu irmão inseparável oxumaré, juntos conduzem o arco íris e o ciclo da água, por ser orixá puco cultuado é muitas vezes identificada como Oxumaré fêmea, devido também levar uma cobra só que pequena.

 

 

 

 

 

As cores de seus colares (fio-de-contas) são o vermelho e azul(tranparentes). Usa como insígnias a âncora e a espada, ofá que utiliza na guerra ou na caça, brajás de búzios, roupa enfeitada com iko (palha da costa) tingida. Saudação – "Riró!".

Na Nigéria, Abimbola publicou um itan Ifá (história de Ifa), falando "que de certa feita estando Iyewa à beira do rio, com um igba (gamela) cheio de roupa para lavar, avistou de longe um homem que vinha correndo em sua direção. Era Ifá que vinha esbaforido fugindo de Iku (a morte). Pedindo seu auxílio, Iyewa despejou toda roupa no chão, que se encontrava no igba, emborcou-o em cima de Ifa e sentou-se. Daí a pouco chega a morte perguntando se não viu passar por ali um homem e dava a descrição. Iyewa respondeu que viu, mas que ele havia descido rio abaixo e a morte seguiu no seu encalço. Ao desaparecer, Ifa saiu debaixo do igba e levou Iyewá para casa, a fim de torná-la sua mulher."

 

Não é raro encontrar uma filha de Yewá.Sendo que muitas casas por medo as iniciam para Oxun ou Oyá. Elas são valentes e guerreiras, muito belas e conquistadoras. Sabem o que querem e vão até o fim. São prestativas e se preservam quanto a moral e educação, ou expor seus sentimentos.

 

O seu grande ewó (coisa proibida) é a galinha. Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Iyewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Iyewa que tornar a lavar tudo de novo. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Iyewa, galinha não passar nem pela porta. Verger encontrou esse ewó na África e uma lenda idêntica.

 

Conta-se que Iyewá era uma linda virgem que se entregou a Xangô, despertando o ciúme e a ira de Iansã. Para fugir da senhora dos ventos e tempestades, se escondeu nas florestas com Odé, tornando-se uma guerreira e caçadora.

Rege as neblinas, o nevoeiros  e tudo que é branco na natureza petence a ela.

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OBÁ

Orixá africana do rio com o mesmo nome ou rio Níger, guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, Arco e flecha Ofá.

 

Obasy é a senhora da sociedade elekoo, uma sociedade restrita, onde apenas mulheres podem participar dos rituais,  é a fundadora desta sociedade que cultua a ancestralidade feminina individual.   Quando em fúria transborda, agita-se;. Tudo relacionado a ela  é envolto em um clima de mistérios. cultuada como a grande Deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas relações com as Iyá-Mi.

 

Representa as águas revoltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados seus domínios.

Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes. Trabalha junto com Nanã. Cuida da transformação dos alimentos de crus em cozidos. É também a dona da roda. Orixá, que simboliza a força feminina, energética, temida, e forte.

Obá foi a primeira mulher de Xangô. Há duas versões para que tenha cortado a própria orelha: numa delas o fez por ter sido ludibriada por Oxum ; noutra, a intenção era puramente o sacrifício. Nas duas versões, Obá corta a própria orelha por amor a Xangô. Quando se manifesta nos terreiros, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são a espada, o escudo, o ofá e o erukere.

 

Certo dia, em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá, quando percebeu ao longe um aglomerado de mulheres, realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá. Xangô era muito curioso se aproximou da cena, para observar à espreita. Prontamente se encantou com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem era a mais bela mulher que ele já vira. No momento de distração Xangô foi notado. As mulheres o cercara, e ele foi levado à presença da lider. Esta lhe comunicou que era grave sua falta e que o preço por violar o culto sagrado de Elekó era a morte. Mas a própria Obá que encantou-se com a inigualável beleza de Xangô, e relutou em aplicar a sentença de morte, usando de sua supremacia no culto para ditar nova regras: "Todo homem, que violar o culto, se for do agrado, da senhora do culto, deverá unir-se a ela como marido ou aceitar a pena de morte" Xangô não pensou duas vezes, seria poupado da sentença e ainda sim possuiria a grande deusa por quem havia se apaixonado. A cerimônia de união de Xangô e Obá foi realizada dentro dos limites de Elekó. Foi o inicio de uma grande paixão.

 

A deusa guerreira e justiceira, que pune os homens que maltratam mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem que ia muito além do ódio. A rainha de Elekó aprendeu a amar e ser amada.

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XANGÔ

Orixá da terra firme, da justiça, dos raios, do trovão e do fogo. Foi Rei na cidade de Oyó, tem como toque predileto o alujá, foi escolhido por ele, o orobô fruto africano, o pilão e a gamela  todos para ser usados em suas cerimônias.

 

Quarto rei lendário de Oyó, na Nigéria,  Orixá de temperamento forte, cuja seus elementos são o fogo, o Sol, os raios, as tempestades e os trovões. Filho de Oranian,  é o justiceiro que castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Sua ferramentas são o Oxê, machado de dois gumes  e o Xere instrumento que que imita o som da chuva, ação necessária para o surgimento dos raios e trovão, é considerado o rei de todo o povo iorubá.

 

 

 

 

 

Xangô era forte, valente, destemido e justo,  temido e ao mesmo tempo adorado, comportando-se muitas vezes como senhor absoluto, devido a sua ânsia de poder, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores,  com as pedras vulcânicas e o meteorito.  Seu nome é usados com titulo dos cultos da temática afro brasileira na região nordeste, provocando a sua popularidade.

 

Seus filhos, possuem um ar imperial, são eloquentes e adoram definir as questões, sentem um enorme prazer de demostrar poder e recursos.

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IEMANJÁ

Yemanjá ou Yemonjá no Brasil, para os yoruba Yèyé omo ejá, que se traduz em filha e mãe do peixe;  é o Orixá africano do povo Egba divindade das águas, seu culto principal situava-se em Abeokuta e outros povoados na beira do rio Ògùn.

 

Na mitologia yoruba é filha de Olokun soberano dos mares e seu vínculo é celebrado na cidade de ifé. Em Cuba Iemanjá confunde-se com o culto de Olokun ao ponto de serem postas em algumas ocasiões como duas manifestações do mesmo princípio compartilhando atributos mas ambivalentes em arquétipo, lhe sendo associado um papel primordial na criação,  devido a estreita relação com Olokun juntamente a perda do culto esta no processo de diáspora africana, o motivo para a associação de Iemanjá aos mares no novo mundo, principalmente no Brasil e em Cuba seu culto passou por novas reinterpretações, também consolidou-se a atribuição de Mãe de todos os Orixás e consequentemente seu papel na gênese da vida. Iemanjá, "representa o poder progenitor feminino; é ela que nos faz nascer, a Mãe do Mundo".

Iemanjá em seu culto na Africa é um Orixá associado aos rios e desembocaduras, à fertilidade feminina, à maternidade e primordialmente ao processo de gênese do Àiyé (mundo) e a continuidade da vida (emi). Também é regente da pesca, "é o orixá das águas doces e salgadas dos Egba, uma nação yoruba estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemọjá. As guerras entre nações yorubas levaram os Egba a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. O rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Após a guerra entre os egbás e os daomeanos sobraram poucas pessoas desse culto.

 

No Brasil, é orixá de grande popularidade que tem sua celebração em diversas data por todo o Brasil, os adeptos e simpatizantes, levam diversas oferendas a rainha do mar.

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OXALUFÃ

Oxalufan, Oxalufã ou Oxalufon, Orixá africano cultuado em todo o Brasil por todas as religiões afro-brasileiras, Considerado um Oxalá muito velho, curvado pelos anos, Ele apoia seus passos sobre um paxorô (ou opaxorô, ou ainda em Yorubá, Opá Oşòró), grande bastão de metal branco, encimado pela imagem de um pássaro e ornado por discos de metal e pequenos sinos.

 

Considerado como o Orixá da Paz, da paciência, um grande sabio, tudo que se refere à Oxalá é ligado a calma e a tranquilidade. Sua cor é o branco, seu dia da semana é a sexta-feira, e por respeito ao pai mais velho, todo povo-de-santo usa branco nesse dia. Sua dança é lenta como o passo do Igbin, caracol utilizado nas ações de sua selebração, oferenda favorita juntamente com o Ebô (bolo de arroz coberto com mel).  Igbin também é o nome do toque dedicado à Oxalá,  as Águas de Oxalá é a sua principal festa realizada sempre no mês de janeiro nas casas tradicionais.

 

 

 

 

 

Na África,Orìşà Olúfón (Senhor da cidade de Ifón), local onde está localizado seu templo, seu culto permanece ainda relativamente bem preservado nessa cidade tranquila, Em contraste com essa afluência, o dia da semana yorubá consagrado a Orìşànlá só interessa atualmente a pouca gente. Exatamente um pequeno núcleo de sacerdotes, os Ìwèfà méfà (Aájè, Aáwa, Olpuwin, Gbògbò, Aláta e Ajíbódù) ligados ao culto de Orìşà Olúfón.

 

A cerimônia de saudações ao Oba (rei) de dezesseis em dezesseis dias pelos Ìwèfà e pelos Olóyè chama a atenção pela calma, simplicidade e dignidade. O Oba Olúfón (também chamado por Obalufon)espera sentado à porta do palácio reservada só para ele e que dá para o pátio. Ele está vestido com um pano e gorro brancos. Os Olóyè avançam, vestidos de tecido branco amarrado no ombro esquerdo, e seguram um grande cajado. Aproximam-se do rei, param diante dele, colocam o cajado no chão, tiram o gorro, ficam descalços, desatam o tecido amarram-no à cintura. Com o tronco nu em sinal de respeito, ajoelham-se e prostram-se várias vezes, ritmando, com uma voz respeitosa, um pouco grave e abafada, uma série de votos de longa vida, de calma, felicidade, fecundidade para suas mulheres, de prosperidade e proteção contra os elementos adversos e contra as pessoas ruins. Tudo isso é expresso em uma linguagem enfeitada de provérbios e de fórmulas tradicionais. Em seguida os Olóyè e os Ìwèfà vão sentar-se de cada lado do rei, trocando saudações, cumprimentos e comentários sobre acontecimentos recentes que interessam à comunidade. A seguir, o rei manda servir-lhes alimentos, dos quais uma parte foi colocada diante do altar de Òsàlúfón, para uma refeição comunitária com o orixá.

 

Seus filhos parecem ter mais idade que possuem, pela entidade ser mais velha. São doces, calmos, andam e falam devagar, parecendo idosos.

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OXOGUIAN

Oxaguian ou  Oxaguiã na mitologia yorubá é um jovem guerreiro, orixá funfun como Olufan, Seu templo principal é em Ejigbo, estado de Ọsun, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo, seus símbolos são: espadas (sabre), Ofá (arco e flecha), Atori (Vara), Polvarim( Escudo) e o de pilão. Usa as  Cores Branco  com pequenos detalhes de  azul claro, seu Metal é o Prata e metais brancos, a festa dos inhame lhe destaca e Seus elementos são O Ar e a Atmosfera, seu dia da semana é sexta-feira, é o dono do inhame.  inventor do pilão para que fosse preparado seu prato predileto,inhame pilado, a mania,  deu-lhe o codnome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado".

 

É sempre retratado como um guerreiro forte, astuto e conquistador, rege as inovações, a busca pelo aprimoramento, o inconformismo. É um Orixá relacionado com o sustento do dia a dia, posssui uma relação forte com a terra e a floresta, sua saudação é Epá bàbá!!!

Entre seus Itan (histórias )destacamos:

 

Oxaguian teria nascido em Ifé, valente guerreiro, partiu para conquistar conquistar um reino, acompanhado de seu amigo  e babalawo Awoledjê, Chegando e conquistando a cidade  de Ejigbô, tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma garande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento, recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.

 

Awoledjê era um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião o aconselhou a oferecer uma oferenda com diversos elementos: dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas da angola, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, a cidade de Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa, povoada de muitos habitantes, ele asim fez.

 

O babalawo partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.

 

Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. A expressão sua majestade, que deveria ser empregada.

 

Após alguns anos, Awoledjê voltou, ele desconhecia as novas regras impostas por seu amigo, chegando diante dos guardas na entrada do palácio,  pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado", Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira  que impertinência! que falta de respeito!"  caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.

 

Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua sabedoria mágica. Durante sete anos a chuva não caiu sobre a cidade de Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para entender esta triste situação,  e lhe foi esplicado que toda infelicidade é consequência da injusta prisão de um adinvinho! É preciso soltá-lo e obter o seu perdão!"

 

Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.

 

"Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se".

 

Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.

 

A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta... e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia.

 

Arquétipo

 

Duas características dividem os filhos de Oxaguian: Uns são amigos das intrigas, são orgulhosos, se acham os melhores , são faladores. Outros são voltados para a família, calmos e guardam segredos para si, mas todos são teimosos ou como eles próprios dizem determinados.

 

Na verdade são duas faces de Oxaguian, numa delas estão os filhos que carregam a espada e os outros, os mais calmos carregam a mão de pilão, são valentes, guerreiros, combativos, geniosos, intuitivos , são instáveis, são alegres, gostam profundamente da vida, faladores e brincalhões. Ao mesmo tempo são idealistas, defensores dos injustiçados, dos fracos e dos oprimidos.